Você já reparou como a cada dia mais pessoas querem ter um ou mais pets em casa? Isso porque eles são garantia de companhia para todas as horas, trazem diversão e boas risadas e ainda são a representação mais pura de lealdade. Não é à toa que a adoção de animais tem crescido e se tornado uma alternativa mais consciente para quem deseja se tornar um tutor.

Contudo, é comum surgirem dúvidas antes e até mesmo durante esse processo. Por essa razão, reunimos alguns aspectos que você deve levar em consideração antes de se decidir e, assim, garantir que está verdadeiramente apto a adotar e dar um novo lar a um bichinho. Confira!

Pense se você está realmente preparado

Para começar, é essencial que você analise se está realmente preparado para dar esse importante passo. Isso porque, embora muitas pessoas gostem de animais e queiram adotar, nem sempre é, de fato, viável cuidar de um bichinho.

Há, por exemplo, a questão financeira, envolvendo gastos com alimentação, banho, tosa, consultas com veterinário, vacinas, remédios e afins que demandam uma renda mensal condizente.

Outro ponto relevante é o emocional. Afinal, o pet vai precisar, sim, de carinho, atenção, adestramento e vários cuidados — como é o caso da rotina de passeios e higienização do local que ele usa para fazer as necessidades.

E isso, como é de se esperar, requer dedicação da sua parte. Caso contrário, aquele que deveria ser seu grande companheiro será isolado do convívio social e pode até apresentar uma série de transtornos, como ansiedade de separação, depressão e estresse.

Além disso, é preciso levar em conta se não há limitações onde você mora que proíbam a presença de animais — algo que, vez ou outra, aparece entre as regras para os condôminos de alguns edifícios.

Certifique-se do porte do animal

Mais um aspecto importante na adoção de animais é certificar-se do porte do pet. O motivo é bastante simples: dependendo do tamanho do seu lar, é aconselhável dar preferência aos de menor porte, pois se adaptam melhor às residências pequenas e sem áreas externas, como jardins e quintais.

Dessa forma, evita-se que o espaço fique muito limitado para o animal a ponto de ele não poder brincar, exercitar-se ou até mesmo para circular — o que acaba gerando acidentes corriqueiros, como quebras de objetos decorativos, esbarrões em móveis etc.

Planeje os espaços para receber o pet

Você analisou que está preparado para se tornar um tutor e se certificou do porte do animal que deseja ter? Então, é hora de planejar os dois espaços que vão receber seu futuro companheiro de quatro patas.

No primeiro, o pet vai poder brincar, dormir e se alimentar. Por isso, deve haver uma cama, brinquedos, comedouro e bebedouro à disposição nesse ambiente.

Já o segundo, por sua vez, deve contar com tapete higiênico ou caixa de areia, já que será onde ele fará as necessidades fisiológicas. Portanto, considere uma varanda ou área externa para o primeiro espaço e a área de serviço para o último.

Isso porque é fundamental separar esses dois locais para que o bichinho não tenha contato com as próprias fezes e urina, o que pode acarretar infecções e contaminação da ração e água que ele ingere. Além disso, a higiene da sua casa ficará comprometida.

Procure ONGs de adoção de animais perto de você

Ao decidir pela adoção de animais, procure ONGs perto de você. Lembre-se de que existem muitas organizações que atuam no resgate de cachorros e gatos, sejam eles filhotes ou adultos.

Os pets são levados para lares temporários e, posteriormente, participam de feiras, eventos e afins para que pessoas interessadas em ter um bichinho possam se tornar tutores de forma prática e rápida.

Além disso, também há diversos centros de controle de zoonoses que promovem um calendário similar de ações em unidades de saúde por todo o país a fim de retirar animais que estão na rua e dar a eles um novo lar.

Portanto, não deixe de fazer uma pesquisa na internet para encontrar os locais mais próximos e conferir quais são as exigências feitas por essas instituições, como limite de idade, limite de animais por pessoa, período de adaptação e análise de moradia — em especial quando o pet tem necessidades especiais.

Fora isso, informe-se com antecedência acerca dos horários de funcionamento e os documentos exigidos, como identidade e comprovante de residência.

Confirme se o pet está devidamente vacinado

Uma questão que também deve ser levada em conta é como está o calendário de vacinação do pet, principalmente quando se trata de uma feira de adoção focada em filhotes, por exemplo. O motivo disso é que diversas vacinas são aplicadas em duas ou mesmo três doses para garantir o reforço contra doenças como gripe canina, parvovirose e hepatite.

Logo, é importante que haja um controle da instituição realizadora da ação para que você seja devidamente orientado sobre como proceder com as próximas dosagens, o intervalo entre elas e possíveis reações que o animal possa ter — assim como a forma correta de proceder nessas situações.

Leve os filhos para ajudar na escolha

Por fim, mas não menos importante, há um aspecto que quem já é pai deve considerar: conversar com os filhos e levá-los para ajudar você na escolha do animal que vão adotar, fazendo-os participar ativamente de todo o processo.

Esse gesto simbólico de envolvê-los na decisão, além de aumentar os laços familiares e criar um canal de diálogo entre você e eles, também é uma oportunidade para fazer os pequenos desenvolverem desde cedo a responsabilidade de cuidar, dar carinho e atenção a outra vida.

Agora você já sabe o que é necessário levar em conta antes de adotar um cachorro, gato ou outro pet. Não deixe de analisar todos esses aspectos e chegar a uma decisão de forma consciente.

A adoção de animais, além de uma demonstração de empatia e amor, também é um compromisso que você assume sem data para acabar. Por isso, aproveite e assine a nossa newsletter para ficar por dentro dos cuidados necessários com o seu companheiro de todas as horas!