Nas redes sociais, você perde fácil a noção de tempo vendo postagens com bichinhos fofos. Já ao sair para encontrar conhecidos que tenham um pet, você não deixa passar a oportunidade de interagir com ele e questionar os tutores sobre todos os cuidados necessários. Afinal, ter um animal de estimação é um desejo antigo, mas ainda falta ter certeza se é o momento certo para dar esse importante passo, não é mesmo?

Porém, como resolver essa questão e definir se, de fato, você está preparado para adotar um companheiro, seja ele de quatro patas ou não? Quais os aspectos que devem ser levados em consideração e como se planejar para que não apenas o seu lar, como também o seu dia a dia sejam devidamente adaptados às necessidades do animal?

Foi pensando em ajudá-lo que preparamos este post especial, para esclarecer diversas questões quanto ao assunto e facilitar esse processo. Acompanhe!

Por que ter um animal de estimação?

Dizer que ter um animal de estimação é também ter um amigo por toda a vida pode soar clichê? Sim, mas acredite: não há afirmação mais verdadeira que essa. Desde quando o homem começou a domesticar diferentes espécies, percebeu-se que os bichos demonstravam uma fidelidade e parceria que até mesmo dentro da raça humana era difícil de ver.

Não é à toa que milhares de anos se passaram e eles se tornaram cada vez mais presente em nossos lares. Hoje, os animais são nossos melhores confidentes e desempenham um papel fundamental para o nosso equilíbrio emocional.

Para se ter ideia, segundo um estudo realizado pelo Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge e divulgado tanto na Revista Elsevier quanto no Journal of Applied Developmental Pschology, ter um pet no lar diminui e ajuda a controlar os níveis de:

  • solidão;

  • fobia social;

  • estresse pós-traumático;

  • ansiedade;

  • quadros depressivos.

Além disso, aumenta a sensação de segurança, ajuda no relaxamento físico e mental e proporciona bem-estar. Sem mencionar que o convívio com os bichos tem um impacto extremamente positivo sobre crianças e adolescentes, potencializando o senso de responsabilidade, a compaixão e a empatia.

E ainda tem mais! Ter um amigo de quatro patas pode ser o estímulo que você precisa para sair do sedentarismo e se exercitar, se relacionar mais (e melhor) com outras pessoas e ter mais satisfação na vida pessoal.

Como saber se é a hora certa de ter um bichinho?

Depois de ler sobre o motivo de ter um animal de estimação, a vontade de se tornar um tutor só aumentou, não é mesmo? Porém, antes de cogitar qual pet é mais adequado ao seu estilo de vida, é necessário que você reflita sobre alguns aspectos cruciais para saber se está, de fato, apto a cuidar de um animal de estimação. Confira quais são eles:

Analise como anda a sua agenda

O primeiro ponto que deve ser levado em consideração é como anda a sua agenda. Isso porque, ao assumir a função de tutor, você passa a ser responsável por outra vida e precisa dedicar tempo a ela para garantir que o pet mantenha-se saudável, bem alimentado, com a higiene assegurada, entre outras questões recorrentes.

“Então isso significa que, se eu tiver o dia a dia agitado e bastante corrido, não posso ter um animal de estimação?”, você deve estar se questionando. Contudo, fique tranquilo, pois esse não é o caso!

São as pessoas que passam boa parte do cotidiano ausente de casa, por motivos como viagens constantes ou compromissos em outras cidades, por exemplo, que precisam pensar e repensar se esse é um momento adequado.

Afinal, mesmo bichos mais independentes, como gatos e peixes, não podem ser deixados por longos períodos sem acompanhamento e cuidados específicos, como reposição da ração e água ou limpeza do aquário.

Considere o espaço disponível

Outro aspecto importante está associado ao espaço que você tem disponível em seu lar. O motivo disso é que é comum ver pessoas que não resistem ao impulso de ter animais de estimação em apartamentos — muitas vezes bastante compactos — justamente quando os bichos são de porte grande.

Ou seja, por serem locais inapropriados para o tamanho deles, os pets acabam levando uma vida limitada para não causar acidentes e danos materiais à decoração e mobiliário dos cômodos. Com o tempo, isso provoca quadros crônicos de estresse, tédio e sedentarismo neles — o que coloca em risco tanto a saúde mental quanto física dos bichos.

Portanto, analise se você tem espaço disponível no seu imóvel e para que tipo de espécie ele é mais aconselhável, como pequenos roedores, peixes, aves, cães, felinos etc. Em longo prazo, você verá como esse passo é indispensável para garantir não apenas a organização da casa, mas o bem-estar do seu futuro companheiro.

Converse com as demais pessoas da casa

Esse terceiro e último aspecto é especial para quem mora com a família, o cônjuge ou divide o lar com amigos. Em situações assim, é preciso conversar com todas as pessoas com quem se convive diariamente para saber se elas estão de acordo com a chegada de um animal.

Tenha em mente que, embora para você seja algo positivo e emocionante ter um bichinho, para outros a sensação pode ser o oposto. Por isso, é preciso saber respeitar as diferenças e limitações de terceiros.

Portanto, o diálogo nesse momento é primordial não apenas para debater essa possibilidade, mas também para cogitar uma eventual ajuda dos demais nos cuidados diários do pet quando você estiver no trabalho, em um compromisso ou fizer uma viagem esporádica, por exemplo.

Como se planejar para ter um animal em casa?

Uma vez analisados todos os aspectos anteriores e constatado que não há nenhum empecilho para ter um pet, será o momento de se planejar sobre como você vai adquirir o seu primeiro animal de estimação. Nessa fase, não há muito mistério, pois você precisa definir basicamente dois pontos.

O primeiro trata-se de recorrer ou não à adoção. Caso você opte por adotar, esteja ciente que pode não apenas levar consigo um bichinho de raça, como também ajudar a resgatar animais da rua, por intermédio de ONGs ou centros de zoonoses na sua cidade, que precisam de um novo lar.

Já o segundo ponto refere-se a qual faixa etária ele vai estar. Isso porque é comum a procura por animais no período final do desmame — mesmo que os cuidados com filhotes representem um pouco mais de trabalho no cotidiano. Por conta disso, essas instituições acabam com uma superlotação de cães e gatos adultos que também estão à procura de um tutor.

Portanto, considere não descartar a possibilidade de levar um animal mais maduro. Você pode se surpreender positivamente!

Como escolher o bichinho de estimação ideal?

Pronto para ter um animal de estimação em casa, mas ainda não tem uma espécie de preferência e está aberto às opções? Então, chegamos ao momento de decidir qual o bichinho é ideal para se ter, seja ele um cachorro, peixe, periquito, calopsita, hamster, gato, lagarto ou tartaruga, por exemplo.

Mas antes, é claro, é preciso considerar algumas características importantes de cada um deles que vão pesar na sua escolha e são responsáveis por influenciar não apenas a rotina de cuidados, mas também a longevidade da relação que você terá com o pet. São eles:

Independência

Lembra quando falamos sobre levar em conta como anda sua agenda antes de decidir sobre se tornar um tutor? Pois esse é um aspecto que tem tudo a ver com a escolha do animal de estimação mais adequado para você e a sua rotina.

A razão disso é que há espécies que são mais dependentes de nós por trazerem características herdadas dos respectivos ancestrais delas, que envolvem, principalmente, a necessidade de estar em bando, tanto para a alimentação quanto para a segurança de todos os elementos. O exemplo mais clássico disso são os cachorros.

Ou seja, essa característica comportamental faz dos cães, mesmo com toda a diversidade existente de raças, animais extremamente sociais. Contudo, o que é bom por um lado, também pode se tornar um problema caso você disponha de pouco tempo para interagir com o bichinho ao longo do dia.

Isso se deve ao fato do pet ficar mais suscetível a desenvolver depressão e ansiedade de separação — transtornos que afetam drasticamente a qualidade de vida para cães. Fora eles, também é possível identificar esse comportamento sociável mais elevado nas aves, que tendem a se apegar ao tutor e ser bastante afáveis com ele — até mesmo seguindo-o para todos os lados, como ocorre frequentemente com as calopsitas.

Movidas por esse motivo, muitas pessoas consideram a possibilidade de adotar pets com um perfil mais independente para que, assim, não sintam tanto o impacto da ausência delas. Com isso, os gatos acabam despontando nesse quesito, uma vez que preservam o instinto de caçador solitário dos felinos — o que faz eles reagirem melhor quando estão sozinhos, seja por horas ou mesmo alguns poucos dias.

Porém, outros animais também disputam a atenção de futuros tutores por terem, além do quesito independência, a praticidade no manejo e por não ocuparem tanto espaço no lar, como é o caso dos hamsters, peixes, lagartos e tartarugas.

Necessidades especiais

Antes de optar por ter um pet menos tradicional, como é o caso dos répteis, saiba de antemão que esses bichos possuem algumas necessidades especiais. Logo, é fundamental avaliá-las para saber se você poderá fornecer um ambiente adequado para eles. “Mas quais são essas necessidades?”, você deve estar curioso para saber.

Bem, é simples: as tartarugas aquáticas vão necessitar de um aquário ou mesmo um tanque para estarem em contato com a água — dependendo do porte dela, já que nunca param de crescer. Lagartos, por sua vez, precisam de um terrário que simule a natureza, com pequenos troncos, areia e pedras, mas que seja permanentemente fechado para que eles não escapem.

Além disso, todos eles têm uma característica em comum: não regulam a própria temperatura corporal. Por conta disso, precisem se expor diariamente por longos períodos a uma fonte de calor (como o sol ou lâmpadas) para realizar esse processo.

Expectativa de vida

Além do que já foi dito, também é importante considerar a expectativa de vida do animal. Afinal, é preciso estar ciente de que cada espécie tem uma média própria, sendo algumas naturalmente menores do que outras.

Cães e gatos, por exemplo, vivem entre 8 e 15 anos, enquanto peixes, como o tipo palhaço, vivem de 3 a 5 anos em um aquário devidamente cuidado. Os periquitos e outras aves, como as calopsitas, variam entre 5 e 14 anos. Já os hamsters são aqueles que têm a menor expectativa, girando entre 1,5 e 3 anos.

Por outro lado, tartarugas podem, literalmente, envelhecer com você e permanecer na sua família por gerações, pois têm uma alta expectativa de vida, que fica em torno de nada mais, nada menos, do que 100 anos!

Como preparar a casa para receber o animal?

Definiu qual animal de estimação você terá? Então é hora de preparar o lar para recebê-lo e proporcionar o máximo de conforto a ele. Para orientá-lo nesse momento importante, nós reunimos o que será necessário ter ou fazer em casa de acordo com cada espécie. Veja:

Cão

Ao escolher um cão como seu companheiro de quatro patas, tenha em mente que será preciso dividir dois espaços bem específicos do lar. O primeiro terá um tapete higiênico e servirá para que o bichinho possa fazer as necessidades sem interrupções.

O segundo, por sua vez, será o local em que vai estar a cama dele, os brinquedos (cordas, mordedores, pelúcias etc.),o comedouro e o bebedouro. Isso é fundamental para manter a higiene e a organização da residência!

Gato

Com um gato não será muito diferente, já que a regra dos dois espaços continua. O que muda, de fato, é que o ambiente em que ele vai urinar e defecar deve contar com uma bandeja de areia.

Já no segundo, além da cama, do comedouro e bebedouro e dos brinquedos (ratinhos, túneis, bolinhas etc.) para o felino, é interessante dispor um arranhador para que o bichano possa afiar as unhas e aliviar o estresse.

Roedor

Se você optou por ter um hamster ou porquinho-da-índia, por exemplo, não será preciso adaptar um espaço físico do lar, mas, sim, contar com um item essencial: a gaiola, que também será a casinha do bichinho. Porém, não se esqueça: o ideal é que ela tenha um exercitador no interior, além do comedouro e bebedouro!

Ave

No caso da sua preferência pender para uma ave, a sua tarefa será escolher uma gaiola adequada ao tamanho do pássaro que se deseja ter. Contudo, no caso de ter uma calopsita ou até mesmo um papagaio, que são espécies que costumam ser criadas soltas na moradia, é bom investir em um pedestal — preferencialmente um modelo que conte com bebedouro e comedouro à disposição.

Dessa forma, a ave tem liberdade para explorar o lar e se alimentar conforme desejar.

Réptil

Agora, se a sua escolha for um réptil, fique atento ao que já mencionamos sobre as necessidades especiais deles que envolvem um terrário, em casos de cobras e lagartos — com comedouro e bebedouro que devem ser trocados constantemente —, e um aquário, lago artificial ou tanque para cágados e tartarugas que sejam marinhas.

Todavia, se você adotar um desses dois últimos e ele for terrestre, saiba que está mais que indicado deixá-lo livre no quintal, especialmente para que possa tomar banho de sol no dia a dia.

Peixe

E se a opção for um peixe? Nesse último caso, será necessário um aquário com proporções adequadas para a criação, seja de apenas um ou mesmo mais bichinhos. Mas não se esqueça: adote um filtro interno e um externo para facilitar a limpeza do espaço e garantir a longevidade dos peixes.

6 cuidados indispensáveis com os animais

Você já leu sobre a hora certa para ter um animal de estimação, como identificar a melhor espécie para o seu estilo de vida e como preparar o lar para recebê-lo. Por isso, não podíamos deixar de também trazer, neste post, alguns cuidados indispensáveis para a rotina com seu novo companheiro.

Afinal, a qualidade de vida, o bem-estar e a longevidade do pet estão intrinsecamente associadas a eles. Portanto, veja quais são os 6 principais:

1. Não deixar de exercitar o pet

Para começar, há um dos cuidados fundamentais quando se decide ter um animal de estimação: exercitá-lo com frequência. Isso porque, assim como nós, humanos, eles possuem musculatura e estrutura óssea que precisam ser trabalhadas para se desenvolverem e não atrofiarem.

Além disso, a atividade física também traz benefícios diretos para o bem-estar psicológico do bichinho, diminuindo o estresse, o tédio, a irritação e a ansiedade. Tudo isso, é claro, graças à liberação de hormônios no organismo dele — processo bastante similar ao que ocorre conosco enquanto nos exercitamos.

E sabe o que é melhor? Há várias formas de deixar o seu melhor amigo ativo. Você pode levá-lo para passear (quando for o caso), praticar um esporte ou mesmo reservar alguns minutos do dia para brincar com ele. Simples, não é?

2. Seguir o calendário de vacinação

Cães e gatos, sejam eles filhotes ou adultos, devem ser devidamente vacinados para, quando expostos a vírus e bactérias, não contraírem doenças que podem afetar gravemente a saúde deles ou, pior, levá-los a óbito.

É justamente por essa razão que tanto para um quanto para o outro há um calendário completo de vacinas — algumas, inclusive, são aplicadas especificamente em algumas regiões por conta da maior incidência de um agente causador, como é o caso da V11, V12 ou V14.

Por isso, informe-se ao adotar um pet se ele tem cartão de vacinação para um maior controle acerca daquelas que já foram administradas e quais são as próximas doses necessárias.

3. Manter uma rotina de consulta com o veterinário

Além de seguir o calendário de vacinação para o pet, é de suma importância manter a regularidade de consultas com um médico veterinário. Dessa forma, podem ser feitos exames de rotina, como check-up e hemograma, indicação de vermífugos e eventuais tratamentos contra infestação de carrapatos e pulgas.

Fora isso, quando necessário, será o veterinário que indicará suplementos e vitaminas para que o animal de estimação tenha uma alimentação correta e balanceada, especialmente quando ele apresentar idade avançada ou possuir alguma restrição alimentar.

4. Ficar atento à alimentação adequada

Outro cuidado importante que você deve ter em relação ao animal de estimação é a escolha da alimentação adequada. Afinal, é por meio dela que ele tem o aporte nutricional necessário, seja para crescer e se desenvolver de forma saudável ou manter o bem-estar e a disposição para se exercitar e brincar.

E como escolher uma boa ração sem errar? Muito simples: fique atento a faixa etária do pet (filhote, adulto ou sênior) e também ao porte que ele possui (pequeno, médio ou grande). Além disso, dependendo do tipo de animal que você adotar, não deixe de pesquisar os alimentos que consumimos diariamente e são proibidos para ele!

Por exemplo: gatos não devem ingerir leite, cachorros não devem comer massas cruas e calopsitas não devem engolir arroz cozido. Caso contrário, podem apresentar reações adversas, como dores, vômitos ou mesmo mau funcionamento intestinal.

5. Não descuidar da higiene do animal

Assim como os demais cuidados, a higiene do animal não pode ser deixada de lado. Por isso, estabeleça uma rotina semanal ou quinzenal para banho e, se o seu companheiro for um peludo de quatro patas, não deixe de escovar os pelos dele e tosá-lo quando necessário para tirar o excesso.

Outro ponto que merece a sua atenção é a saúde bucal de cães e gatos, uma vez que ambos podem desenvolver tártaro, que leva não apenas à halitose, mas também a problemas mais graves, como inflamações e abcessos na gengiva — comprometendo, assim, a qualidade de vida deles.

6. Adestrar o seu melhor amigo

Por fim, mas não menos importante, é preciso adestrar o animal para que ele saiba fazer as necessidades no local adequado, não avançar sobre visitas, se comportar enquanto passeia com você etc. Essa é uma tarefa que exige, sim, tempo e, acima de tudo, dedicação. Contudo, você mesmo pode fazer em casa sem grandes dificuldades.

O motivo? É que a técnica de associação e recompensa, na qual o pet é “premiado” com petiscos toda vez que age conforme os comandos é bastante eficaz, não apenas com os cães, mas também com os felinos e até mesmo as aves.

Como você leu ao longo deste post, ter um animal de estimação exige bastante responsabilidade, cuidados e um ambiente adequado para recebê-lo. Portanto, leve em conta tudo o que foi apresentado e faça uma autoanálise para saber se está preparado para esse importante passo. Se a resposta for sim, saiba que você terá não apenas um pet, mas um companheiro fiel e amigo para todas as horas!

E se você gostou de ler mais sobre o assunto e cogita ter um cão ou gato, não deixe de baixar o nosso guia prático com todos os principais cuidados com a saúde de ambos!