Quem tem cachorro sabe como é importante prezar pela saúde e bem-estar do seu bichinho. Assim como os humanos, os animais têm diversas necessidades e restrições, que muitas vezes passam despercebidas. Porém, existem várias formas de melhorar a qualidade de vida do seu pet, e uma delas é apostar na alimentação natural para cachorros.

Os alimentos que os cachorros ingerem podem estar diretamente ligados à sua disposição diária e ao aparecimento de alguma deficiência nutricional. Por isso, saber exatamente o que você pode ou não dar ao seu cão é crucial na hora de alimentá-lo.

Foi pensando nisso que preparamos este guia completo sobre alimentação natural para cães. Você vai ver agora o que não pode ficar de fora da dieta, como alimentá-los de acordo com o porte e a idade, 12 alimentos proibidos e ainda 3 receitas naturais para preparar para o seu dog. Confira!

O que não pode faltar na alimentação para cachorros

Além de carinho, atenção e amor, o ideal é que todos os cachorros possam contar com uma rotina de exercícios e, principalmente, uma alimentação equilibrada — tudo adequado ao seu organismo para garantir um desenvolvimento sadio.

Segundo os trabalhos e pesquisas na área nutricional animal do Professor Dr. Aulus Carciofi, da Universidade Estadual Paulista de Jaboticabal, há cerca de 45 tipos de nutrientes indispensáveis aos pets que devem ser consumidos diariamente.

A  ração seca, seja standard, premium ou super premium, é uma grande aliada nesse processo, pois é produzida justamente para suprir as necessidades alimentícias do animal e garantir uma dieta prática e sem deficiência desses componentes. 

Porém, pensando no carinho que seu cãozinho merece, é possível utilizar outros alimentos para complementar a alimentação e variar o cardápio dele. É por isso que apresentamos a seguir os 6 principais nutrientes que não podem faltar na dieta canina e onde encontrá-los:

1. Fibras

Além da quantidade necessária de comida para proporcionar saciedade ao seu pet, é indispensável que ela também tenha qualidade. Caso contrário, ele sofrerá com possíveis problemas gastrointestinais e dificilmente terá as fezes com aspecto mais firme e fácil de limpar — podendo, inclusive, ter diarreia de forma recorrente.

É justamente por isso que as fibras são tão importantes. Com elas, os nutrientes presentes nos alimentos são mais facilmente absorvidos, há uma melhora no trânsito intestinal, diminui-se os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, elimina-se as toxinas do organismo e ainda se previne que o cão sofra de prisão de ventre.

Além das rações que contêm fibras em sua composição, é possível encontrá-las em alimentos como maçãs, abóbora, arroz integral e verduras, como as cenouras, as vagens verdes e as lentilhas.

2. Carboidratos

Cachorros que se exercitam e possuem uma rotina agitada, seja praticando esportes ou acompanhando seus tutores ao ar livre, necessitam de uma boa fonte de carboidratos para terem energia extra. 

Além disso, fêmeas prenhas e lactantes, filhotes e cãezinhos abaixo do peso também têm essa demanda mais acentuada. Por isso, alimentos como grãos e tubérculos cozidos são excelentes alternativas nesses casos. 

3. Minerais

Cachorros carentes de minerais em suas dietas não demoram a ter problemas ligados aos ossos e ao sistema nervoso, além de poderem apresentar doenças sanguíneas. Por causa disso, é preciso se certificar de que há a quantidade necessária desses nutrientes em suas refeições diárias.

Carnes magras, banana, pera, grãos e folhas verdes são ótimas fontes de minerais. Entre os principais encontrados nesses alimentos estão o sódio, fósforo, cálcio, iodo, zinco e potássio. Quando ingeridos continuamente, eles ampliam o metabolismo energético, aumentam a formação de hemoglobinas, transmitem mais estímulos nervosos, impedem a oxidação celular e fortificam a estrutura óssea.

4. Proteínas

As proteínas são muito importantes na formação e crescimento dos tecidos, ossos e músculos dos cachorros, sendo indispensáveis para aqueles que estão doentes e as fêmeas prenhas e lactantes.

Além disso, elas também atuam na estruturação dos órgãos e na produção e regulação dos hormônios. Podem ser encontradas no frango, na carne e nos peixes — lembrando que é preciso ter certeza que não haja espinhas que possam engasgar ou ferir o animal.

5. Gorduras

Presentes nas carnes, óleos de peixes e vegetais, as proteínas são fontes de ácidos graxos essenciais, como o ômega 3 e o ômega 6.

As gorduras são mais facilmente digeridas pelos cães do que pelos humanos, além de seu sabor ser um diferencial no cardápio, o que as torna ainda mais agradáveis ao paladar canino.

Contudo, é importante que ela seja um complemento e não a fonte de alimentação principal, para não se sobrepor ao equilíbrio nutricional necessário. Seu consumo mais elevado é indicado apenas para cachorros mais ativos e que praticam exercícios ou esportes — para os demais, a gordura de origem vegetal é a melhor opção.

6. Vitaminas

Por fim, as vitaminas são um ponto-chave da alimentação canina, pois auxiliam no bem-estar, saúde e funcionamento adequado do organismo dos cães. Entre as principais estão as dos complexos A, todas do B, D, E, H, K e PP.

Responsáveis por combater diversas doenças, elas têm ação antioxidante que previne contra patologias musculares, mantém a integridade dos tecidos, ajuda na absorção de cálcio e de proteínas, protege o fígado, garante um bom funcionamento do sistema nervoso e ainda auxilia na visão.

Cenouras, folhas verdes, mamão e banana são ótimas fontes de vitaminas para complementar a alimentação do seu companheiro de todas as horas.

Como alimentar os cachorros de acordo com porte e idade

Uma vez compreendida a importância de todos esses nutrientes para os cachorros, é a vez de pensar em outros dois pontos fundamentais: o tamanho dos animais e quantos anos eles têm. Isso porque ambos podem afetar não apenas a quantidade de alimentos, mas também o que é essencial em suas refeições.

Por exemplo, um cão pequeno como o Fox Terrier e um grande como o Pastor Alemão não consomem a comida da mesma maneira, pois há uma diferença considerável nos maxilares e na capacidade digestiva de cada um. Logo, o que pode ser desperdício para o primeiro, para o segundo pode estar aquém do necessário.

Outra característica relevante é que animais de grande porte precisam de mais alimentos para atingirem o crescimento ideal para sua raça, enquanto uma dieta cheia de excessos pode provocar obesidade em raças menores.

Quanto à faixa etária do cachorro, é importante ter em mente que, independentemente de ser um filhote, adulto ou sênior, a alimentação ocupa um papel primordial para seu desenvolvimento e condicionamento fisiológico. Contudo, os primeiros meses de vida requerem maior consumo energético para garantir um crescimento adequado e uma boa formação de tecidos, o que faz com que sua demanda por vitaminas, proteínas e minerais sejam maiores do que na fase adulta.

Além disso, os cachorros idosos precisam de uma alimentação ainda mais rigorosa, com foco em vitaminas e fibras para evitar desconfortos físicos, minimizar deficiências nutritivas e aliviar problemas ligados à senilidade. Portanto, não abra mão do acompanhamento veterinário para sanar suas dúvidas e garantir que o seu melhor amigo se alimente da melhor maneira durante toda a vida.

12 alimentos proibidos para cachorros

Os cachorros possuem um sistema digestivo bastante diferente que o dos seres humanos. Então, diversos alimentos que consumimos no nosso dia a dia podem causar sérios problemas de saúde aos cães e, em casos mais sérios, até levá-los à morte.

Porém, seja por desconhecimento do mal desses alimentos, ou por não conseguirem resistir àquela carinha que os cachorros fazem como ninguém, muitos tutores acabam dando produtos perigosos para seus animais.

Para te ajudar a não cometer esse hábito perigoso, nós listamos 12 alimentos que não devem ser dados aos caninos em hipótese alguma. Conheça a seguir:

1. Chocolate

Negar uma das guloseimas que mais apreciamos ao nosso bichinho tem um motivo: talvez o chocolate seja um dos maiores inimigos dele. Isso acontece por causa de uma toxina presente no cacau, a teobromina, que pode causar uma infecção intestinal grave no animal quando ingerida entre 100mg a 150mg de seu peso.

Por essa razão, nunca ceda às investidas do seu pet por um pedaço. O que você pode fazer é comprar versões específicas de chocolate para ele, isto é, produzidas sem açúcar e sem cacau. Algumas, inclusive, são crocantes e ainda são recheadas com frutas. Ah, e nem se preocupe quanto ao sabor: ele é igual ao do que você consome!

2. Carne crua

Esse costuma ser um item que surpreende muitos tutores. “Se os cachorros gostam tanto de carne e costumam nos cercar à espera de um pedaço, qual o mal em oferecê-la quando está crua?”, é o que muitos questionam.

O que acontece é que, da mesma forma que o seu consumo é prejudicial a nós, carne crua também faz mal aos cães. Isso se dá por um motivo muito simples: ter uma alimentação à base de carne crua contínua é dar abertura para que verminoses e inúmeras infecções bacterianas, como a salmonela, contaminem seu bichinho.

3. Alho e cebola

Apesar de serem temperos deliciosos para o paladar humano, o alho e a cebola também representam perigo para os cães.

O primeiro causa não apenas irritações no estômago e intestino caninos, como também danos severos às células sanguíneas. Já a cebola pode causar anemia neles devido à uma toxina chamada tiosulfato. Por esse motivo, ela é estritamente proibida para os cães, seja crua, desidratada ou cozida.

4. Doces em geral

A grande maioria dos doces possui uma substância natural, o olixitol, que pode provocar intoxicação nos cachorros quase instantaneamente. Perda da coordenação motora, letargia, vômitos ou mesmo convulsões também podem ocorrer dependendo da quantidade ingerida.

Os doces também contêm uma quantidade elevada de açúcar que, quando consumida com frequência, pode ocasionar problemas dentais e obesidade. Por fim, eles aumentam a insulina no corpo dos cães, estimulando quadros de diabetes e insuficiência dos rins.

5. Café

O café, em pó ou já preparado, é mais um exemplo do que não oferecer aos cachorros. Aliás, não apenas ele, mas toda e qualquer bebida rica em cafeína, como chás pretos e energéticos.

Esses produtos possuem fortes quantidades de xantina, uma substância que afeta diretamente o sistema nervoso do cão e prejudica sua circulação sanguínea e seu sistema urinário.

É como se você estivesse envenenando seu melhor amigo. Como resultado, ele poderá ter palpitações cardíacas, agitação intensa, convulsões, respiração ofegante. tremores musculares e sangramentos — por falar nisso, é sempre importante prestar muita atenção na linguagem corporal dos cachorros para ter certeza de que está tudo bem com eles.

6. Leite

Outro alimento que deve ser evitado é o leite, especialmente quando o cão é filhote e seu organismo não está completamente desenvolvido, sendo mais suscetível a problemas de saúde.

Isso porque o sistema digestivo deles não conta com grandes quantidades de lactase, que é a mais importante enzima no processo de digestão do leite e seus derivados, como queijo e iogurte.

Ou seja, a grande maioria dos animais possui um grau de intolerância à lactose, o que impede seu consumo e transforma um simples copo de leite em um perigo iminente, podendo causar dores abdominais, diarreia e náuseas.

7. Bebidas alcoólicas

Por mais óbvio que pareça, é importante ressaltar que bebidas alcoólicas são terminantemente proibidas para os cães, afinal, além da intoxicação alimentar, seus efeitos podem causar descoordenação, respiração lenta, excitação ou depressão intensas e até ataques cardíacos nos bichinhos.

Portanto, fique sempre atento caso seu cachorro seja muito levado e, em um momento de distração, acabe provando sua cerveja ou outra bebida.

8. Sal

Outro ingrediente que usamos com frequência no preparo das refeições, se o sal já pode se tornar um grande problema para a saúde humana quando consumido em excesso, imagine então para os cães!

Seja através de alimentos industrializados, como salgadinhos e chips, ou em sua forma pura, a ingestão de sal pode despertar sede excessiva, micção frequente, temperatura corporal elevada, tremores, vômitos, diarreia e até convulsões nos cachorros devido à intoxicação por íons de sódio. Portanto, evite oferecer produtos muito salgados a eles.

9. Pêssego, caqui e ameixa

Embora haja uma série de frutas que os pets possam comer e que tenham efeito benéfico para a saúde deles, também existem aquelas que podem fazer muito mal. 

Justamente por isso, é fundamental se informar a respeito daquelas que são prejudiciais a eles. Pêssego, ameixa e caqui são alguns desses exemplos, pois suas sementes podem causar obstrução intestinal caso sejam engolidas, além de provocarem uma série de inflamações estomacais.

10. Macadâmia

A macadâmia é um tipo de noz que agrada o paladar de muitas pessoas, mas apresenta um sério risco aos animais. Quando ingerida, ela provoca uma intoxicação alimentar severa, que inicia com fraqueza e tremores musculares e pode evoluir para febre, vômitos e até paralisia dos membros posteriores.

Portanto, evite dar ao seu pet não apenas nozes de macadâmia, mas também outras oleaginosas, como avelã, amendoim e castanhas.

11. Massas cruas

Durante o preparo de uma refeição, é bastante comum que o cão fique ao seu redor e faça a famosa carinha de pidão. No entanto, acabar cedendo a ela pode ser um grande equívoco, pois ao fazer bolos, pães e afins, a massa crua consumida pelo cachorro pode causar diversas gases intestinais. Em casos mais sérios, elas podem até distender algumas vísceras, o que trará bastante dor e desconforto a ele.

12. Sorvete

Um dos principais motivos para o sorvete ser tão nocivo aos caninos é ele ser produzido com leite. Logo, não será digerido normalmente por eles.

Outra característica negativa é que, em sua versão diet, esse produto é adoçado com xylitol, uma substância que aumenta a produção de insulina no organismo e leva à insuficiência hepática do cachorro.

Dica: Se seu cão estiver com muito calor no verão, nada de sorvete! Uma opção saudável e natural é dar cenouras congeladas para ele se refrescar. 

Aprenda a oferecer comida natural para cães

Agora que você já sabe o que dar e o que não dar, ficou na dúvida entre oferecer apenas uma alimentação natural para cachorros ou usá-la como complemento da ração em suas refeições diárias? Bom, então vamos tirá-la!

Há muito tutores que optam pela primeira opção para manter apenas as comidas mais saudáveis no cardápio canino. Dessa forma, abdicam de alimentos industrializados que contenham conservantes, corantes, transgênicos e outro produtos químicos que possam prejudicar a saúde do animal.

É uma forma de demonstrar carinho, cuidado e atenção com quem sempre nos dá tudo isso e nunca pede nada em troca, não é? Entretanto, mudar a forma como seu pet se alimenta não é algo que pode acontecer do dia para a noite. Antes, é preciso que ele passe por uma rotina de exames, incluindo um check-up completo e acompanhamento de um veterinário — só assim você terá certeza de que a saúde dele está em dia. Em seguida, é preciso adaptá-lo caso ele já esteja condicionado a só comer ração.

Além disso, há outro ponto muito importante: a elaboração dos pratos. Afinal, não é apenas dar qualquer alimento a ele, especialmente se tratando de produtos crus. O ideal é que a alimentação natural seja, prioritariamente, com itens cozidos, já que assim as chances de contaminação e infecções são bastante reduzidas.

Para muitos tutores, o preparo dos alimentos pode ser um empecilho devido à rotina corrida. Porém, esse processo não é tão longo e complicado quanto parece. Você pode preparar uma maior quantidade e dividir em porções para ficarem, preferencialmente, até três dias na geladeira; mais do que isso não é recomendado.

O maior desafio na alimentação natural para cachorros é não dar os restos da sua comida ao pet. São inúmeras as pessoas que cometem esse erro na melhor das intenções, seja para alimentá-lo com outros petiscos ou não estragar as sobras.

No entanto, isso vai de encontro ao que já explicamos ao longo deste post sobre os malefícios de certos alimentos quando ingeridos pelos bichinhos, podendo causar doenças e uma série de efeitos colaterais que limitam seu dia a dia e até põe em risco sua vida. Portanto, se você optar por uma dieta canina completamente natural, mantenha-se fiel a ela!

Para te ajudar nessa missão, trouxemos 3 receitas simples e práticas para você fazer para o seu cão. Confira:

1. Mistura de legumes com carne

Ingredientes: 500g de vísceras, 500g de carne bovina moída, 1 chuchu, 1 quiabo, 1 batata doce, 1 inhame, 2 brócolis, 2 cenouras e 1 abobrinha.

Modo de fazer: Em uma panela, refogue a carne e as vísceras. Depois, pique os legumes e repita o processo com eles, mas em outro recipiente. Tempere apenas com pouco sal. Uma vez tendo refogado ambos, basta misturá-los e servir ao cão.

2. Biscoito caseiro

Ingredientes: 1 ovo, 2 bananas, 2 colheres de chá de mel, 1 colher de chá de canela, 1 xícara de aveia em flocos, 2 xícaras de farinha de trigo integral e 1 colher de sopa de manteiga sem sal.

Modo de fazer: misture todos os ingredientes, exceto a farinha, em uma vasilha. O ideal é que você amasse tudo até fazer uma massa bem homogênea. Depois, misture a farinha até que ela não grude mais nas mãos. Em seguida, corte a massa em porções menores e leve-as ao forno em uma travessa por 20 minutos. Ao tirar, deixe esfriar por alguns instantes e então é só servir!

3. Purê de frango/peru com legumes

Ingredientes: 500g de peito de frango e/ou peru sem ossos e pele, 1 xícara de vagem, 1 xícara de abóbora cozida, 2 cenouras picadas, 1 colher de sopa de alecrim, 1 xícara de aipo e 0,5L de água.

Modo de fazer: Em uma panela grande, cozinhe em fogo baixo todos os ingredientes por cerca de 2 horas. Ao término desse tempo, é importante que você cheque se todos os itens estão devidamente cozidos e macios. Feito isso, leve tudo para um processador e bata até virar um purê, que também pode ser servido em pequenas porções.

Viu como não é difícil adotar uma alimentação natural para cachorros no seu lar? Basta montar um planejamento detalhado dos alimentos essenciais, ter em mente o que evitar e seguir os aconselhamentos do seu veterinário referentes ao peso e à idade do seu bichinho.

Agora que você já sabe tudo sobre alimentação natural para cães, compartilhe este post nas redes sociais e ajude todo mundo a cuidar de seus melhores amigos!