Animal na cama: faz mal à saúde?

Animal na cama: faz mal à saúde?

Comprar ou adotar um animal de estimação traz inúmeras vantagens, sendo a principal delas a conquista de uma amizade sincera para toda a vida. Devido aos intensos laços criados entre pets e tutores, é muito comum que a maioria das pessoas permita o animal na cama.

No entanto, existem os indivíduos que condenam a prática, alegando que ela pode ser extremamente perigosa para a saúde. Afinal de contas, os nossos bichinhos podem ou não dividir a cama com a gente? Quais perigos são trazidos por esse hábito? Como posso tornar essa prática mais segura para todos?

Confira a resposta para essas e mais perguntas em nosso post sobre o assunto! Boa leitura!

Quais são os perigos de dormir com o pet?

Infelizmente, dormir com os animais de estimação pode, sim, ser perigoso e favorecer a transmissão de doenças. As chamadas zoonoses são, resumidamente, doenças que podem ser transmitidas dos animais aos seres humanos e incluem problemas como verminoses, bactérias, raiva, leishmaniose etc.

Além dessas doenças, algumas potencialmente fatais, os pets podem contribuir para o surgimento de problemas respiratórios e alergias. Por isso, esse hábito não é recomendado para aqueles que sofrem com asma e outras doenças ligadas à respiração.

Pessoas que possuem baixa imunidade — como pacientes com câncer, AIDS e lúpus — também devem pensar antes de deixar os pets subirem em suas camas. Na dúvida, o melhor é buscar a opinião de um médico de confiança, que indicará o melhor caminho para cada caso.

Outra contraindicação importante diz respeito às pessoas que sofrem com a insônia ou outros problemas para dormir. A preocupação excessiva com o bem-estar do pet durante o sono e a falta de espaço para dormir confortavelmente podem ser um problema para esses indivíduos.

Por fim, o hábito também pode causar malefícios aos animais. Em alguns casos, o pet pode desenvolver uma dependência emocional excessiva, especialmente se ele for o único animalzinho na casa. Isso pode, a longo prazo, contribuir com o desenvolvimento de uma depressão ou ansiedade de separação.

Quais são os benefícios de dormir com o pet?

Vamos continuar a nossa conversa falando sobre as vantagens de dividir a cama com os nossos amigos de quatro patas.

Em primeiro lugar, em alguns casos, o hábito pode ser benéfico para a saúde. Embora ele seja contraindicado às pessoas com problemas respiratórios, como mencionado no tópico anterior, conviver com animais também traz benefícios nesse sentido, podendo fortalecer o sistema imunológico de seus tutores.

Na realidade, estudos confirmam que crianças que convivem com animais são muito mais resistentes e menos suscetíveis ao surgimento de alergias. Por isso, o indicado é ponderar cuidadosamente cada caso e sempre tirar as dúvidas com os profissionais responsáveis pela saúde da família: os médicos e veterinários.

Além disso, caso existam mais animais na casa, dormir com os bichinhos aumenta os vínculos entre eles e seus tutores. Isso traz diversos benefícios emocionais e auxilia na formação de uma grande amizade, o que reduz comprovadamente os riscos de problemas cardíacos, de estresse, depressão e até mesmo os níveis de colesterol na corrente sanguínea.

Afinal, podemos permitir o animal na cama?

Depende. Infelizmente, não há uma resposta correta para essa pergunta, graças a uma infinidade de variáveis possíveis para cada caso. Como tudo na vida, dormir com o bichinho de estimação tem seus prós e contras e a segurança de todos os envolvidos vai depender de algumas atitudes tomadas pelo tutor do animal.

É de conhecimento geral que os animais podem, sim, transmitir doenças para os seres humanos, mas o convívio com eles também é considerado favorável por diversos estudiosos. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis para que a hora do sono não se torne um pesadelo. Vamos descobrir quais são eles?

Imponha limites

Mesmo que você permita que o seu bichinho durma na cama, é essencial estabelecer limites e ser firme com eles. Caso ele acredite que tem carta branca para subir quando e como bem entender — como sujo após brincadeiras ao ar livre, no caso dos cães, ou com alguma caça na boca, no caso dos gatos —, todos poderão ter problemas.

A cama é considerada, pelos cães, como o ponto mais alto da hierarquia residencial. Para ele, estar ali é como estar em um trono. Isso pode, portanto, gerar problemas territoriais e até brigas, caso ele divida a casa com outros animais. Estipule horários ou situações em que os bichinhos podem subir na cama e seja firme com as negativas.

Dê banhos regularmente

Cama e sujeira não combinam, certo? Por isso, é imprescindível que os animais sejam banhados com certa regularidade para manter a higiene do ambiente e evitar a proliferação de bactérias.

No caso dos gatinhos — que não necessitam de tantos banhos por fazerem a própria higiene — ou em tempos mais frios, é possível utilizar produtos que higienizam a seco. Outra possibilidade é investir na escovação, que elimina a sujeira e os pelos em excesso.

Cuide da vermifugação

Algumas doenças, como o bicho-geográfico e a dipilidiose, podem ser transmitidas ao homem por cães e gatos, sendo este último transmitido por pulgas. Por isso, é essencial que o animal esteja sempre vermifugado e que seja feito um controle efetivo contra ectoparasitas (pulgas e carrapatos).

Existem ainda, no mercado, produtos que agem tanto contra os vermes, quanto contra as pulgas. O médico veterinário é o profissional qualificado para estabelecer a periodicidade das vermifugações. No entanto, o protocolo padrão é que sejam feitos reforços a cada seis meses.

Não atrase as vacinas

O melhor meio de prevenir doenças muito sérias, como a hidrofobia (raiva) e a leptospirose, é com a vacinação correta do animal.

Assim como o calendário de vermifugação, a regularidade das vacinas deve ser estabelecida por um médico veterinário. No entanto, normalmente, os reforços são feitos anualmente. Fique de olho também nas campanhas gratuitas de vacinação contra a raiva, fornecidas por diversas prefeituras no Brasil.

Invista em consultas periódicas

A maioria das pessoas só vai ao médico quando apresentam algum problema de saúde. Infelizmente, acabamos fazendo o mesmo com nossos animais de estimação.

Check-ups regulares são recomendados anualmente, inclusive para animais saudáveis. No caso de filhotes ou idosos, a frequência passa a ser semestral. A realização de exames básicos, como hemogramas e análises da urina, pode detectar problemas precocemente e fornecer um tratamento mais efetivo para essas doenças.

Por fim, uma dica importante é: mantenha seu bichinho dentro de casa. Não estamos, em hipótese alguma, nos referindo aos passeios supervisionados, que são ótimos para a saúde dos pets e de seus tutores.

No entanto, passeios sem supervisão são, além de um perigo para os animais, um problema para todos que convivem com ele. Uma voltinha rápida é mais que o suficiente para que ele entre em contato com agentes contaminantes sem que você fique sabendo disso.

 

Dormir com o animal na cama não precisa ser um problema. No entanto, para garantir a segurança de todos, alguns cuidados devem ser tomados. Depois disso, é só aproveitar a companhia de seu grande amigo!

Gostou do post? Então, aproveite a visita e faça o download gratuito de nosso e-book com os principais cuidados de saúde para cães e gatos. Com ele, você aprenderá a manter seu bichinho sempre saudável. Até a próxima!

 

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2 Comments

  1. SHIRLEI BATELIÃO DA SILVA

    Excelente informação, meus gatinhos desde 15 dias de idade, sempre dormem comigo, mais nunca saíram de dentro de casa, eles tem 12 anos hoje, são meus filhinhos .

    Responder
  2. Silvia

    Ótima abordagem, grata!

    Responder

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